Quem vive só do passado sem motivo,
Fica preso a um destino que o invade,
Mas na alma deste fado, sempre vivo,
Cresce um canto cristalino, sem idade.
Mas na alma deste fado, sempre vivo,
Cresce um canto cristalino, sem idade.
É por isso que imagino, em liberdade,
Uma gaivota que voa, renascida,
E já nada me magoa ou desencanta
Nas ruas desta cidade amanhecida.
Mas com um nó de saudade na garganta
Escuto um fado que se entoa à despedida!
Fernando pinto amaral
22/10/10
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